- A Espiritualidade do Sangue no Antigo Testamento – Ex 12, 21-28
- Jesus é o novo Cordeiro Pascal, imolado. Seu SANGUE É SINAL DE VIDA e foi derramado para a salvação de todos. Ap 7,13-15
O centro da Espiritualidade do Preciosíssimo Sangue é o Cristo Pascal, o alimento principal é a EUCARISTIA e a participação cotidiana à Santa Missa, porque na eucaristia está todo o mistério do sofrimento e da ressurreição de Jesus. (Const.7-8)
Sofrimento X Alegria
Cruz X Ressurreição
Morte X Vida
“A Redenção do mundo, este grande mistério de amor em que a criação foi renovada...” atinge o especifico da missão preciosina à qual a Fundadora confiou a tarefa de anunciar “o quanto é preciosa a nossa alma, pois ela custou o valor do Sangue do homem-Deus” dando-lhe a missão de aproximar-se da pessoa para fazê-la conhecer a sua dignidade.
O Deus da aliança que tornou filho cada homem no Sangue de seu Filho, se faz presente na história através de nós.
Toda a Congregação medita a palavra da cruz imprimindo-a na própria vida e, através de gestos de amizade, de atenção, de colaboração na simplicidade da sua missão reproduz no meio do povo os sinais da aliança de Deus.
CHAMADOS AO SERVIÇO
Somente um coração livre, simples, cheio de amor sabe encontrar os caminhos do encontro com a pessoa, sabe levar e difundir a paixão pelo Reino que queima dentro, sabe doar-se com amor generoso que aprendeu vivendo ao lado do Mestre e levando a própria cruz. Não uma cruz ideal, somente heróica, dura e infecunda, mas uma cruz como decisão de amor, corajosa, humilde, insistente decisão de perder a vida doando-a. Essa decisão se expressa cada dia no meio das dificuldades, da rotina que parece fechar os horizontes, mas que frequentemente, abre novos espaços para superar o conformismo, as pequenas comodidades, a defesa dos próprios interesses para servir o outro no amor.
Para Deus somente...
O serviço é fecundo se nasce da assídua contemplação do Senhor após fixar os olhos e o coração no Crucificado. Somente seguindo Jesus por todos os lugares onde Ele for, poderemos assimilar o seu estilo de serviço à pessoa e nos tornamos missionários.
Deixar tudo, enfrentar o cansaço, experimentar a incerteza, caminhar não levando nem bolsa, nem bastão, são as condições para anunciar com a vida que ser torna pouco a pouco mais luminosa e clara, aquele Senhor que conhecemos, lâmpada para nossos passos, luz para os nossos caminhos... e saberemos ser luz nos nossos ambientes.
ESTILO DE MISSÃO
Em todo lugar somos chamadas a sair do próprio ninho com amor que é capaz de se dar sem medidas. Aproximar-se dos irmãos com humildade, quase tirando as sandálias e reconhecendo neles o Senhor e não se impor como um invasor, mas deixar também que eles nos eduquem.
Estes são os felizes do Reino, perto deles podemos lançar sementes de futura humanidade libertada.
ESPIRITUALIDADE DE COMUNHÃO
Não é suficiente reconhecer a diversidade dos carismas. É preciso colocá-los a serviço da comunidade.
A missão Preciosina é como antena capaz de captar as necessidades das pessoas no mundo deve receber a riqueza da espiritualidade para uma formação espiritual e missionária em vista das responsabilidades assumidas.
O ÚLTIMO LUGAR
Se a Missão quer se tornar verdadeiramente pascal, assumirá aquela novidade de relacionamentos pelo qual quem é grande se faça servo e quem é primeiro, o último.
O último lugar é aquele do serviço total, não pode ser abandonado, se queremos servir como missionários.
Este estilo requer uma disponibilidade generosa, capaz de nada pedir, mas adaptar-se a tudo, uma disponibilidade que não espera gratificações nem reconhecimento, mas se alegra em trabalhar no escondimento, na humildade e no silêncio.
ALEGRIA
Além de ser fruto do Espírito, a alegria é também a dimensão de quem fez a experiência do Senhor. A alegria é o sinal mais verdadeiro do anúncio pascal, é o sinal do pacto renovado cada dia no Sangue de Cristo. Não se experimenta a alegria do Ressuscitado, sem ter experimentado a dolorosa paixão. Mas exatamente nesse “preço” do nosso resgate está a verdade da nossa alegria: ser capaz de dar sangue por Sangue, anunciando que também em nós o Senhor ressuscitou doando, na sua saudação de paz, a plenitude da alegria e da vida.