Ao centro da composição se inscrevem os dois círculos: o da Eucaristia e do mundo, nos quais está plantada a grande cruz tridimensional.
A visão fortemente truncada e do alto da cruz é aquela do pai que secretamente, desde às origens, tem os olhos fixos sobre a cruz do Filho.
A dilatação desmedida do braço horizontal é símbolo da abundância do amor de Cristo que reúne e chama à si os homens dispersos por todo o lugar.
O círculo da Eucaristia, símbolo da perfeição e comunhão, imagem do complemento e da sacralidade divina, se funde com o movimento circular da aspiral, imagem da vida do homem e da expansão do mundo, no seu continuo renovar-se.
As cores predominantes no símbolo são:
PRETO, BRANCO, VERMELHO E AZUL.
O preto, no braço vertical da cruz, expressa a passividade absoluta: cor da condenação, indica o estado completo de morte.

O branco é a cor da revelação, da graça, da transfiguração incandescente, da Teofania, símbolo da passagem, da mudança do ser, quando realizado, dá lugar ao vermelho.

Existem dois tipos de vermelho: um tem um poder centrípeto de atração, o outro centrífugo e lança luz sobre todas as coisas.
O vermelho intenso, colocado sobre o braço horizontal e aos pés da cruz é a cor do sangue, o Sangue do Cordeiro Imolado; fortemente ligado ao princípio da vida, é também a cor da união e do poder do Amor.
Um novo vermelho solar aparece associado ao branco da Eucaristia e constitui o símbolo essencial da força vital.

O azul é o caminho do infinito onde o real se transforma em transcendente. tem em si as contradições que permeiam a via humana e ao mesmo tempo, atrai o homem rumo ao infinito, despertando nele um desejo de pureza e sede sobrenatural.
O "logo" no seu conjunto evoca a centralidade vital da Eucaristia e da Cruz.

A sombra tem origem aos pés da Cruz se projeta no movimento da aspiral que se abre a anunciar a todos a plenitude da Vida.